Katia Chausheva
Mostrando postagens com marcador Marceli Andresa Becker. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marceli Andresa Becker. Mostrar todas as postagens
domingo, 13 de maio de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
LXXII
Katia Chausheva
mas acontecia
de uma luz bater
no espelho
da tua ausência.
refletias-te,
vazio.
Marceli Andresa Becker, in: Do Meu Caderno de Experimentações
de uma luz bater
no espelho
da tua ausência.
refletias-te,
vazio.
Marceli Andresa Becker, in: Do Meu Caderno de Experimentações
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
peço-te um beijo
peço-te um beijo
de língua,
aquela em que
existe
papila, palato —
palavra
pra "amor".
Marceli Andresa Becker
de língua,
aquela em que
existe
papila, palato —
palavra
pra "amor".
Marceli Andresa Becker
domingo, 13 de novembro de 2011
sábado, 22 de outubro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Agosto - I
Margarida Delgado
respinguei no vidroda palavra que
fechaste,
da janela que em
tão pouco,
tão perto,
se calou dentro de
ti.
agosto, ainda.
tanta chuva,
(mas nenhuma fresta
nos lábios,
um sopro, que
fosse,
nenhum silêncio
entreaberto
para que à noite meu
nome
adormeça no teu).
respinguei no vidro,
no para-
peito,
o coração logo atrás.
Marceli Andresa Becker, in: Do Meu Caderno de Experimentações
domingo, 21 de agosto de 2011
XLIII
quinta-feira, 28 de julho de 2011
XXXVI
Lilya Corneli
não perguntes por que toco o teu rostosó com a ponta dos dedos.
deixa-me redesenhar as linhas da expressão
que perdeste
quando o sol descarrilhou de ti.
não perguntes por que falo baixo, como se
um ninho
— esta boca em que ainda canta um sem fim
de enxadas e hélices —
respirasse no interior do candeeiro.
és tão próximo, tão nu,
que só sei te amar ao modo de quem limpa
um corpo
a ser velado.
Marceli Andresa Becker, in: Do Meu Caderno de Experimentações
sábado, 2 de julho de 2011
Como se eu mesma passasse adiante da testa
Lilya Corneli
Para Daniel Faria1
como se eu mesma passasse adiante da testa,
da nudez da pele, como se contra o meu rosto rompesse o último rosto do coração.
2
andas em pé na calçada que dá para a esquina
em que ainda espero
em que ainda paras.
como se tu continuasses em ti.
como se todo este tempo tu fosses a borda de que estou prestes a despencar.
(deixa-te vires, ao menos hoje, livre de costas para virar.)
3
uma distância de mim te arremessa para o meu olho mais fundo.
não tenho braços para te erguer.
não tenho cordas para subires na voz que diz teu nome fora do meu.
4
tarde da noite?
sonho que tu me caminhas ainda.
que tu regressas.
5
que tu me trazes de volta o corpo para que eu possa morrer.
Marceli Andresa Becker
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)







