Não era simplesmente por amar lê-los. Sim, amava. Amava, todavia, mais forte e irresistivelmente as páginas, as letras enfileiradas, o cheiro do papel impresso. Amava-os por possuir, a posse que a encantava. Era preciso que ela os possuísse. Preciso e necessário.Tê-los ao redor, encarando-a, empilhados como que aguardando paciente pela escolha.
Ana Luiza Teófilo