domingo, 11 de setembro de 2011

Agosto - I

Margarida Delgado
respinguei no vidro
da palavra que

fechaste,

da janela que em
tão pouco,

tão perto,

se calou dentro de
ti.


agosto, ainda.
tanta chuva,

(mas nenhuma fresta
nos lábios,

um sopro, que
fosse,

nenhum silêncio
entreaberto

para que à noite meu
nome

adormeça no teu).

respinguei no vidro,

no para-

peito,


o coração logo atrás.

Marceli Andresa Becker, in: Do Meu Caderno de Experimentações

4 comentários:

  1. que postagem mais-linda-meu-Deus !

    belo belo

    amo sempre!

    beijo)

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  2. gente, que lindeza de poema, super me identifiquei!

    grande abraço e euma linda semana!

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  3. Descobro tantas coisas bonitas aqui no seu reino! ^^

    Beijinhos, linda!

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