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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Tanto de mim, por aí...
concreto e jazz.
Memórias do tempo
almas penadas no quintal
desenhos do sol depois da chuva que caiu
um esboço de poema no papel de pão
e o anel que tu me deste que era vidro e se quebrou...

Tanto de mim por aí
E a mesma solidão me acompanha
Me encharca a alma
com lágrimas que me enferrujam e ninguém vê.

Fatima Reis

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Tonel

Pedaço de mim
poço sem fundo
emaranhado de pedras e solidão
o vazio indo e vindo devagar

...

A louca sensação do nada
esmagando o coração cheio de deserto
...
As lágrimas dançam se esvaindo no aguaceiro.

Fatima Reis

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A poesia

Katarina Sokolova
Colho as palavras
melódicas suaves
incontroláveis
que surgem do nada
e no entanto fazem todo o sentido...

Fatima Reis

sábado, 26 de junho de 2010

Com licença...

Não se mate...

Fatima, sossegue, isto é o amor.
Hoje escanteio
amanhã beijo roubado
sábado e domingo é solidão
e segunda feira dia de ir pro trabalho.

Nunca resisti ao amor
e nem tampouco ao suicidio.
Mas não vou me matar, oh não vou!
Reservo-me para mim mesma
e renuncio às bodas
sejam elas quais forem.

O amor, Fatima, o que é o amor?

A noite me invadiu e a manhã
me pegou sentada, desamparada
inventando uma oração
sublimando a ressaca
sem vitrolas e anúncios
rezando pra São Carlos
que me dê inspiração
nem sei pra quê
...
Entretanto aqui estou eu
sentinela e renitente.
Sem ser palmeira, sigo orquidea.
Sempre preferi as flores às arvores de folhas bobas.
Não sou grito, minha timidez não deixa.
O amor no escuro ou no claro
é o que quero
E se ele for triste não me importo
já me acostumei com este embaraço.

Fatima Reis