segunda-feira, 25 de abril de 2011

Distância

A vida que insiste em ser vida, quando o meu corpo se tornou uma sala de espera. A vida que exige que eu tome decisões práticas. As contas. O trabalho que paga as contas. A viagem. O trabalho que paga a viagem e as contas. A poeira que se acumula; a ferrugem que entranha; o corpo sala de espera. Os dias que são mais desafios do que triunfos. Acordar. Essa luz que me agarra com seus braços invisíveis de luz. Essa luz que me obriga a ser. Não tenho opção. Abandono o meu querer de criança. Enquanto, diante dos seus olhos, a estrada se abre. A estrada que te leva. E que me faz ser menos, quando você é tanto.

Daniela Lima

6 comentários:

  1. quanta cotidianidade preciosa..

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  2. Esse corre corre faz com que perdamos a essência.

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  3. Não concordo com seu post. Acredito que o que nos faz são exatamente essas coisas rotineiras e inesperadas da vida. Essa vida toda que quer vida deve ser regada constantemente para florir.

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  4. Ah meu deus, Jeni. Voce encontra cada coisa linda!

    "A vida que insiste em ser vida, quando o meu corpo se tornou uma sala de espera."

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