domingo, 9 de maio de 2010

Rotina

Alone Gut

Era quase sempre madrugada quando, trôpego, retornava adivinhando caminhos e estrelas. A bem da verdade, perdia-se, às vezes. Já batera em porta errada, dormira em banco de praça, acordara na calçada abraçado ao cachorro do vizinho. Mas, quase sempre, chegava são e salvo. Subia as escadas, abria a porta sem ruído, tirava os sapatos e entrava, pé ante pé, na casa adormecida. Em silêncio. Para não despertar a solidão.

Márcia Maia

5 comentários:

  1. A solidão que acorde e vá-se embora.

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  2. Lindo, amei...faz tempo que ñ venho aqui, me desculp*

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  3. Você têm essa mania de me deixar sem saber o que comentar...rrsrs...!


    Abraço

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  4. Oi!!
    Essa~tão desejada boemia!!

    Querida, saudade de você lá no Pensamento....
    Andou ocupada por esses dias??
    E nosso café??
    Poxa, não aguento mais a espera!
    Um enorme beijo
    Mell

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  5. solidão pode mt bem ser representada por esse cachorro do vizinho.

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