quinta-feira, 29 de abril de 2010

As tuas mentiras, não são mentiras [...]

Graça Loureiro

São flechas lançadas para fora da tua órbita pela força da tua fantasia. Para alimentar a ilusão. Para destruir a realidade. Vou ajudar-te: sou eu quem inventará para ti as mentiras e com elas iremos atravessar o mundo. Atrás das nossas mentiras desenrolo o fio de ouro de Ariana - porque de todas as alegrias a maior é a de voltar pelo percurso das mentiras, chegar novamente ao ponto de partida e dormir uma vez por ano livre de todas as estruturas de superfície [...].

Anaïs Nin, in: A Casa do Incesto. Ed. Assírio e Alvim

Um comentário:

  1. A mentira talves seja, portanto, uma grande verdade!
    e quem, por mais autêntico, não se enveredou pelo veneno da mentira?? escrevemos enfeitiçados pela mentira...sempre!!

    Enorme beijo!
    Mell

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