quarta-feira, 21 de abril de 2010

Condição humana

Como captar da vida
o que rápido, foge
entre dúvidas? Como
reter o que, mal surge,
já se desfaz: é sombra,
algo vago, já neutro,
réstia pálida, eco
de nada, de ninguém?
Um minuto se esboça,
rútilo se sonha,
ardente se anuncia.
Onde? Quando? Quem sabe?
Sempre se sabe tarde,
sem mais onde, nem quando.

Emílio Moura, in: Itinerário Poético. Ed. Belo Horizonte

4 comentários:

  1. Foto linda!
    adorei o post, oh vida

    bjos querida

    ResponderExcluir
  2. adoro muito tudo isso!!!

    bjo

    ResponderExcluir
  3. Gosto da maneira como você "casa" as imagens com o poema...

    ResponderExcluir