terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Nem águas e nem março

é cal
é cedro
o fim do princípio
do resto do ninho
calvário de dor.

é o nada é o tudo
assim tão sozinhos
é o vale
é o toco
que sobram
do amor.

é a casa vazia
é a palma
é o pé
é dezembro a chegar
dias de santa fé.

é a minha tristeza
que brota
e caminha
se espalha
encantada

qual erva daninha.

Eliana Mora

Um comentário:

  1. Agradeço, é um poema de que muito gosto!

    beijos,
    Eliana Mora [El]

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