sexta-feira, 12 de junho de 2015

Coqueiral

Helena Almeida
A saudade é um batimento que rebenta assim
vinte e oito vezes desde meu ombro tatuado
de desastre até à rosa pendurada em sua boca

E o amor, neste caso específico, é um mergulho
destemido que deriva quase sempre de uma nota
climática apenas para convergir no osso frontal
do crânio do rei da ilusão – terno é o seu rosto

Senhor, os ossinhos do mundo são de mel e ouro.

Matilde Campilho, in: Jóquei. Editora 34

Um comentário:

  1. Eu gosto demais do seu blog, suas referências literárias são de uma riqueza admirável.

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