domingo, 30 de setembro de 2012

jogos de armar /trajeto

Francesca Woodman

Entrar (, violento, abrupto como cápsula de metal, nave que incandesce enquanto cai no ar denso, metáfora brilhando rubra na escuridão do céu, diáspora em que não se sai, antes se mergulha no nada até rebentar no chão qual semente e, assim, germinar) no real, cair (, precipitar-se numa fuga pelo abismo, voluntário mau passo no vazio, deixando o chão que o arranha-céu alçou, artificial e estranhamente, ao antes impossível espaço dos pássaros, verter-se até o fim como quem não vai se encontrar) em si. 

Nuno Rau

Um comentário:

  1. Que luxo o meu poema aqui, neste ambiente tão bem frequentado!

    Fiquei todo todo...

    Obrigado, Jenifer!
    beijo.

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