quarta-feira, 18 de abril de 2012

tessitura

A Dupla Vida de Véronique
nem serve silêncio
imagem qualquer
toda palavra em negativa
disposição

e próprio das mãos
umas profundas umidades
de onde a memória insiste
tremula

meu desejo tão desejo

Denise Freitas

3 comentários:

  1. Poema que estremece quem seus meandros conhece...

    Beijo

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  2. obrigada pelas leituras.

    Abraço.

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  3. Gostei demais: nenhuma palavra, só desejo (só).

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