quinta-feira, 26 de abril de 2012

Lavoura Arcaica

[...] Os olhos no teto, a nudez dentro do quarto; róseo, azul ou violáceo, o quarto é inviolável; o quarto é individual, é um mundo, quarto catedral, onde, nos intervalos da angústia, se colhe, de um áspero caule, na palma da mão, a rosa branca do desespero, pois entre os objetos que o quarto consagra estão primeiro os objetos do corpo.

Raduan Nassar, in: Lavoura Arcaica. Ed. Companhia das Letras

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