sábado, 6 de agosto de 2011

Lilya Corneli
Desde que nasci, comigo:
Tempo-Morte.
Procurar-te
É estar montado sobre um leopardo
E tentar caçá-lo.

Minha tua garra.
Teu matiz de dentro.
Tua lanhada.
Nossa companhia.
Passo de luz e negro.
Dentes. Arcada.

Dois nítidos
À caça de um Nada.

Hilda Hilst, in: Da Morte: Odes Mínimas. Ed. Globo

4 comentários:

  1. O nada é uma constante nas buscas.

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  2. sou fã incondicional da hilda hilst, tenho vários livros dela e me delicio com os poemas.

    ótima postagem.

    abração.

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