segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

tear

não que seja a madrugada
preâmbulo do dia

tampouco réquiem ou epitáfio
de amor inacabado

mas um tempo que se arrasta
como se caminhassem
os ponteiros
ao avesso

não que sejas a razão da
minha insônia
ou que palpite o coração
ensandecido
à qualquer tênue recordação
de ti

(tenho-as tantas)

apenas fazes-me falta

e entornas essa tua ausência
imensamente calma

entre a cama e a janela
sobre o poema

onde desfio fio a fio a madrugada.

Márcia Maia

6 comentários:

  1. vontade de gritar aqui.. depois de ler..

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  2. Lindo! Amei!
    Beijos meus e uma linda semana pra ti!

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  3. Toma um ansiolítico e dorme, rs.

    http://vemcaluisa.blogspot.com/

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  4. Oi!

    Saudades de poder estar aqui sem pressa, sem fome, sem telefone me chamando toda hora...
    saudade da menina-flor tão doce que as vezes fica "azeda", saudade mesmo....
    aqui um beijo e outro lá no Pensamento pra vc!
    Mell

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  5. Que coisa mais linda! Não conheço a Márcia Maia, mas deu vontade de procurar mais coisas dela! ^^

    Beijos, minha flor!

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  6. Aproveito a visita para divulgar o blog www.mastigandoemsalvador.blogspot.com Um espaço com resenhas gastronômicas onde vc vai conhecr novas opções para visitar e poderá ainda compartilhar suas experiências conosco!

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