domingo, 4 de abril de 2010


[...] Descobri, em dias como hoje, de fôlego difícil e desconforto pré-cordial, sou levada a desejos de cantar, cantar muito sem medir volume. Quando o faço, melhoro. Saio-me. O corpo me limita, a pele, a casa, o quarto, a roupa, os óculos, o sofrimento de dona Luizinha que não entende eu não comparecer às suas bodas de ouro. É ilusão voar de asa-delta, estamos todos retidos e em culpa, o maior de todos os limites. Só uma coisa não castiga, a nudez verdadeira, a que não se vende, porque ninguém compra a desolação, a terra arrasada de nossa impotência.

Adélia Prado, in: Quero Minha Mãe. Ed. Record

7 comentários:

  1. Eu amoooooooo Adélia. Amo os escritos dela. Calam fundo na alma da gente.
    Minha flor, adorei seu carinho no meu canto (Que é nosso).
    As vezes ando tão sem tempo pra deixar meu carinho a voces todos, que me são tão queridos.
    Mas estão guardados num lugar bem bonito no meu coração.
    Eu entro aqui e nem tenho vontade de sair. Tudo sempre lindo!
    Um grande abraço e uma semana de dias azuis!

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  2. Eu amoooooooo Adélia. Amo os escritos dela. Calam fundo na alma da gente.
    Minha flor, adorei seu carinho no meu canto (Que é nosso).
    As vezes ando tão sem tempo pra deixar meu carinho a voces todos, que me são tão queridos.
    Mas estão guardados num lugar bem bonito no meu coração.
    Eu entro aqui e nem tenho vontade de sair. Tudo sempre lindo!
    Um grande abraço e uma semana de dias azuis!

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  3. Achei interessante...rsrr...!

    Em relação à Adélia Prado conheço um pouco mais...porém ainda insuficiente...rsrs.!

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  4. Como ñ descobri isso aqui antes, esse blog maravilhoso!

    Nossa, ja sigo!
    Bj e obrigado pela visita flor! aparece quando der!

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  5. adoro cantaarr...
    adoooooroooooooooooooo...
    tem dia que só cantando viu!?
    o mundo tá gritando...!!!!
    =DD

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  6. Que passagem atormentadamente fantástica.

    Pensei...

    até mais.

    Jota Cê

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