sexta-feira, 2 de abril de 2010


Oscilo e flutuo nas pontas sem ossos dos meus pés atenta aos sons distantes, sons para além do alcance de ouvidos humanos, vejo coisas que são para além do alcance dos olhos.
[...] Sempre à espera de sons perdidos e à procura de perdidas cores, permanecendo para sempre no limiar como alguém perturbado por recordações, corto o ar a passo largo com largos golpes de barbatana e nado através de quartos sem paredes.

Anaïs Nin, in: A Casa do Incesto. Ed. Assírio e Alvim

4 comentários:

  1. Mostre-me um ser que não é perturbado pelas recordações. Apenas um.

    ResponderExcluir
  2. É simplesmente genial essa escritora.

    sem palavras para tudo que ela escreve.

    ResponderExcluir
  3. obgd pela visita .
    adorooo seu blog ^^

    ResponderExcluir